3º Edição |
julho e agosto 2026

Homeschooling, Prática e Rendimento Esportivo

Editorial

A presente edição do Boletim ANED traz textos de famílias sobre práticas de atividades físicas e relatos sobre rendimento esportivo na modalidade da educação domiciliar no Brasil. As famílias educadoras vivenciam o esporte e as atividades físicas de diferentes formas: há aquelas que direcionam os estudos acadêmicos formais desde a mais tenra idade; há aquelas que enfatizam o brincar e atividades menos estruturadas para o desenvolvimento de seus filhos; há as que têm condições de investir financeiramente em atividades físicas e esportivas; há aquelas que proporcionam tempo e disposição na rotina para que seus filhos possam se exercitar, se mexer, e brincar livremente, independentemente das circunstâncias; há as que gostariam de inscrever seus filhos homeschoolers em atividades esportivas oferecidas por instituições públicas, e, no entanto, dada a ausência de matrícula em uma instituição de ensino regular, são impedidas de fazê-lo; e há as que, a despeito da não-matrícula em escola formal, conseguem usufruir de benefícios públicos e participar de atividades e competições esportivas. Dentre as possibilidades e os desafios enfrentados pelas famílias educadoras no que diz respeito também à prática esportiva, pais e mães educadores seguem buscando sabedoria para criarem seres virtuosos, cultivando e nutrindo almas - e corpos - na verdade, na bondade e na beleza -, quer por meio do triathlon, da ginástica, do xadrez, e de muitos outros esportes. Boa leitura!

Laura Frydrych

Editora do Boletim ANED

Mãe educadora

Doutora em Letras

Nesta edição:

1. Esporte de Alto Rendimento e o Ensino Domiciliar

2. Entrevista com Pedro Boeri, estudante domiciliar triatleta

3. Esporte no Homeschool: formando caráter, saúde e excelência (por Santino Neto)

4. Conversas de uma mãe educadora com seus filhos

5. Xadrez em Família Educando para o Céu

Esporte de Alto Rendimento

e o Ensino Domiciliar

Os benefícios do esporte são amplamente conhecidos. Eles são inúmeros e contribuem para a formação da criança e do adolescente, não apenas no aspecto físico, mas também no desenvolvimento cognitivo, emocional e até mesmo no desempenho acadêmico.

Entretanto, o esporte de alto rendimento também traz desafios, sendo o principal deles a gestão do tempo. Quando se trata de crianças e adolescentes atletas, grande parte do dia passa a ser, gradativamente, dedicada aos treinos, competições, viagens e demais compromissos esportivos.

Como consequência, a participação nas atividades escolares presenciais torna-se cada vez mais limitada.

É nesse contexto que o ensino domiciliar faz um verdadeiro gol de placa.

Uma das principais características do homeschooling é a personalização do processo de aprendizagem, adaptando o ensino às necessidades e à realidade de cada estudante. Assim, os estudos podem ser organizados de forma flexível, aproveitando as janelas de tempo disponíveis na rotina do estudante-atleta.

Além disso, uma criança que cresce nessa modalidade de ensino desenvolve maior autonomia, aprende a estudar com mais eficiência, melhora sua capacidade de concentração e passa a aproveitar melhor o tempo dedicado aos estudos.

Outro grande benefício é a flexibilidade que o ensino domiciliar proporciona. Podemos levar livros e materiais para torneios e viagens, aproveitando qualquer intervalo para revisar conteúdos, assistir a uma aula gravada ou realizar uma atividade. Dessa forma, o aprendizado continua acontecendo, independentemente do local onde a família esteja.

Entre as inúmeras vantagens do ensino domiciliar, está justamente a possibilidade de conciliar a formação acadêmica com a construção de uma carreira esportiva de alto rendimento, sem que uma área precise ser sacrificada em favor da outra.

Aqui em casa, temos conseguido trilhar esse caminho e colher resultados em ambas as áreas: medalhas em diferentes olimpíadas científicas, além de troféus e medalhas nas competições esportivas.

Com organização, disciplina e dedicação, é possível, sim, formar atletas de alto rendimento sem abrir mão de uma educação de excelência.

Autora anônima

Mãe educadora

Entrevista com Pedro Boeri,

estudante domiciliar triatleta

Pedro Leal Boeri, estudante domiciliar, tem 16 anos de idade. Ele compete no Triathlon, mas também separadamente na natação, na corrida e no ciclismo. Pedro é educado em casa desde os seus 8 anos, tendo tido sua última experiência escolar no segundo ano do ensino fundamental. Pedro respondeu a algumas perguntas que lhe enviamos, e compartilhou algumas fotos de seus treinos e de competições das quais participou. Confira a seguir.

1. Desde quando e quantas modalidades esportivas você já praticou?
Eu comecei no triathlon em 2019, mas também fiz jiu-jitsu de 2018 a 2019.

2. Qual modalidade você pratica atualmente? Participa de competições?
Pratico triathlon e participo de competições municipais, estaduais e nacionais.

3. Como você concilia os estudos das outras áreas com os treinos esportivos?
Consigo ter uma flexibilidade maior de horários, então quando necessário posso estudar em horários diferentes, e quando preciso viajar para competir, apenas ajusto o cronograma de estudos, sem precisar perder nenhuma matéria.

4. Sem considerar o esporte, qual disciplina você mais gosta de estudar e por quê?
Gosto de história, porque acho legal e importante saber como chegamos até aqui.

5. Você acha que a prática esportiva te ajuda nos demais estudos? Se sim, de que forma?
Sim, porque acredito que se complementam, um serve como “descanso” do outro.

6. Como é a participação da tua família nos teus treinos? E nas competições?
Muito importante, além claro da parte financeira e de apoio moral, minha família me ajuda no transporte pros treinos e competições, sempre buscando estar juntos nos momentos mais importantes.

7. Dá tempo na tua rotina de ter tempo para lazer, além dos treinos e estudos? O que você prefere fazer nas horas vagas (caso existam, hehe!)?
Dá tempo sim, gosto muito de desenhar nas horas vagas, além de assistir filmes e séries com a família.

8. O esporte no contexto da educação domiciliar te trouxe alguma dificuldade? Você enfrentou algum obstáculo por ser um estudante homeschooler?
Tem uma competição que não posso participar porque é preciso estar vinculado a uma escola para participar, fora isso, não tenho nenhuma dificuldade, pelo contrário, tenho privilégios ao meu ver.

9. Na tua opinião, qual o principal benefício que a prática esportiva traz para um estudante domiciliar?
A flexibilidade da educação domiciliar, que contribui muito para o equilíbrio do esporte sem prejudicar os estudos.

10. Que conselho você daria para um jovem estudante que tem preguiça de fazer alguma atividade física?
Por mais difícil que possa ser começar, vale muito a pena! Talvez demore para você começar a gostar de atividade física, mas depois que se torna um hábito e parte da rotina, fica difícil parar!

Esporte no Homeschool:

formando caráter, saúde e excelência

A prática esportiva ocupa um papel fundamental na formação integral da criança e do adolescente, especialmente no contexto do homeschooling, onde a educação busca desenvolver não apenas o conhecimento acadêmico, mas também aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais.

Como coordenador da Copa de Futebol da Expo Homeschooling 2025, tive o privilégio de acompanhar de perto o impacto positivo que o esporte exerce sobre as famílias. Muito além da competição, vimos crianças aprendendo a trabalhar em equipe, respeitar regras, lidar com vitórias e derrotas, desenvolver disciplina e criar novas amizades. Cada partida revelou que o esporte é uma poderosa ferramenta educativa.

Essa visão encontra respaldo nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta que crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos realizem, em média, pelo menos 60 minutos diários de atividade física de intensidade moderada a vigorosa, incluindo, ao menos três vezes por semana, atividades que fortaleçam músculos e ossos. A prática regular está associada à melhora da saúde cardiovascular, do desenvolvimento motor, da qualidade do sono, da saúde mental e do desempenho cognitivo.

No homeschooling, essa recomendação pode ser incorporada de maneira natural à rotina familiar. Caminhadas, esportes coletivos, ciclismo, natação, artes marciais e brincadeiras ao ar livre tornam-se oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento, reforçando que educar vai muito além da sala de aula.

A Copa da Expo Homeschooling demonstrou que as famílias educadoras valorizam esse princípio. Mais do que buscar rendimento esportivo, o objetivo foi proporcionar um ambiente de crescimento, convivência e incentivo a hábitos saudáveis. Quando o esporte é compreendido como parte da formação integral, ele contribui para o desenvolvimento de cidadãos mais saudáveis, resilientes e preparados para os desafios da vida.

Santino Neto

Profissional de Educação Física

Pai Homeschooler

Conversas de uma Mãe Educadora

com seus Filhos

Com a palavra, uma família educadora!

Mamãe fez perguntas para suas filhas Dadá (8 anos) e Vivi (11 anos) e para o filho Estácio (4 anos) sobre suas experiências esportivas. Ela gravou a conversa com os filhos e nos enviou para esta edição do Boletim. Confira os diálogos da mamãe com seus filhos!

- Dadá, desde que iniciamos a educação domiciliar, há 5 anos, você já praticou natação, capoeira e ginástica artística. Qual dos três você gostou mais e por quê?

- Da ginástica [artística], porque tem várias coisas que eu gosto, como dançar [solo] e outros exercicios que praticamos no solo.

- Você acha que a capoeira te deu uma base para os movimentos da ginástica artística, por ter movimentos parecidos?

- Acho que não, porque começando pela capoeira ou pela ginástica, os movimentos são bem parecidos. Eu faço parada de mão, que na capoeira se chama bananeira, é a mesma coisa, os treinos são os mesmos. A estrelinha da ginástica, na capoeira se chama aú.

- Do que você mais gosta na ginástica?

- Gosto de fazer parada de mão, estrelinha, reversão e gosto também de fazer rodante, estou treinando para melhorar meu rodante. E eu gosto muito de colocar o pé na cabeça, que eu aprendi de primeira, é muito legal.

- Dos esportes que você já praticou, qual deles você já participou de competição?

- Da ginástica e foi muito legal. A parte que eu mais gostei foi de solo e a trave, que eu sou muito boa. Nos outros aparelhos eu não sou muito boa.

- Você gostaria de deixar de praticar esportes?

- Eu acho que não, eu ia querer continuar na ginástica. E ficar na ginástica e mais um esporte, porque eu gosto.

- Que importância você vê em praticar esportes?

- Aprender coisas novas e, em esportes de luta, poder me defender.

- * -

- Vivi, desde que iniciamos a educação domiciliar, há 5 anos, você já praticou natação, capoeira e ginástica artística. Qual dos três você gostou mais e por quê?

- Eu acho que a ginástica [artística], porque as coisas que eu faço na ginástica eu acho muito legais. Eu gosto de fazer a parada de mão, que é a bananeira [na capoeira], gosto também de dar estrelinha, fazer rodante, fazer reversão… E há pouco tempo, com a minha irmã me ajudando, eu consegui colocar o pé na cabeça. Eu acho muito divertido. Eu também gosto de fazer salto na ginástica, paralela, trave e solo.

- Você acha que a capoeira te deu uma base para os movimentos da ginástica artística, por ter movimentos parecidos?

- Sim, só que na capoeira eu não sabia nem fazer a bananeira como agora eu sei fazer na ginástica. Eu consigo fazer a parada de mão e ela é bem melhor. Eu consigo fazer colocando o pé na parede e fora da parede também.

- Você lembra como era o seu desempenho nos outros esportes que você praticou em relação à ginástica?

- Da natação eu gostava muito, eu achava muito divertido. Eu conseguia nadar as distâncias corretas e eu gostava muito mais da natação, na época, do que da capoeira.

Mas a capoeira me deu uma certa base para poder entrar na ginástica, por causa dos movimentos. E também é legal a parte de acrobacia, dos movimentos acrobáticos. Essa parte é muito legal. Agora, na ginástica, eu consegui ganhar esse ano uma medalha de bronze, em terceiro lugar, na competição [municipal]. E o aparelho que eu sou melhor na ginástica é a paralela e eu consegui ganhar a nota máxima.

- Você gostaria de deixar de praticar esportes?

- Não, porque os esportes são muito legais. Você desenvolve muitas habilidades, como coordenação motora, ficar elástica, conseguir fazer coisas que se você não fizesse esportes, você não conseguiria.

- Que importância você vê em praticar esportes?

- Para certas pessoas, praticar esportes também é uma forma de você conviver com outras pessoas, de você aprender a perder e aprender a ganhar. Porque quando você tem competições, a questão é que todo mundo só quer ganhar, ninguém quer perder. Mas nos esportes, com as competições, você aprende que tanto você perde quanto você ganha.

- * -

- Estácio, que esporte você pratica hoje?

- Jiu-Jitsu.

- E você gosta de fazer Jiu-Jitsu?

- Sim.

- Do que você mais gosta no Jiu-Jitsu?

- De lutar.

- E quando você luta, o que você aprende a fazer?

- Se defender.

- E a luta é importante para quê?

- Para treinar se defender.

- E defender os outros também é importante?

- É.

- E quem que você defende?

- O meu irmão e as minhas irmãs. E até você, quando as meninas saíram para a casa da Aurora [prima]. Quando a gente ia sair de casa, eu já fiquei assim com a minha faca de brinquedo.

Xadrez em Família Educando para o Céu

Nossa família sempre buscou proporcionar aos nossos filhos uma educação verdadeiramente clássica e de excelência. Nessa jornada, encontramos no xadrez muito mais do que um simples jogo de tabuleiro, enxergamos nele uma ciência, uma arte e uma ferramenta pedagógica completa. O xadrez vai além do esporte; ele estimula a inteligência, molda o caráter e fortalece as virtudes morais, emocionais e intelectuais, colaborando de forma profunda para o desenvolvimento integral do ser humano.

A flexibilidade do homeschooling foi o pilar fundamental para que essa busca se transformasse em um estilo de vida e em uma trajetória de alto rendimento. A rotina da educação domiciliar permite alinhar o rigor dos estudos intelectuais à disciplina exaustiva exigida pelos treinos de xadrez, sem sacrificar a presença familiar e a formação moral. Nossos filhos não precisam escolher entre o desenvolvimento acadêmico e o esporte de elite; a liberdade do ensino em casa harmoniza ambos de maneira orgânica.

Atualmente, 2026, somos pais de sete filhos, dos quais cinco são atletas dedicados do Clube de Xadrez de Blumenau:

  • Igor e Kyara: Os mais velhos, iniciaram a trajetória no Clube de Xadrez em 2016 (Igor aos 9 anos e Kyara aos 6).

  • Thomas Raphael: Começou seus treinos em 2017, aos 4 anos de idade, e já em sua estreia conquistou o 1º lugar em seu primeiro torneio.

  • Philippe: Nascido em 2018, vivencia o ambiente enxadrístico desde a gestação, acompanhando o ritmo dos irmãos nos treinos e campeonatos. Aos 4 anos, sagrou-se Campeão Catarinense Sub-6.

  • José Gabriel: Nascido em 2020, seguiu a tradição da casa e jogou seu primeiro torneio também aos 4 anos. Em 2025, conquistou o expressivo 4º lugar na categoria Sub-5 do Campeonato Brasileiro de Xadrez Escolar.

Ao longo desses anos, os frutos do trabalho duro e da disciplina integrada ao ensino domiciliar somam mais de 300 medalhas e diversos troféus. Essa vivência esportiva e educacional transformou-se também em missão. Em 2020, lançamos o curso Xadrez em Família, no qual o Igor (então com 13 anos) e a Kyara (com 9) gravaram aulas do nível iniciante ao intermediário. Mais do que a técnica do jogo, o curso aborda a história, a filosofia e os valores morais intrínsecos ao xadrez, traçando inclusive a profunda linha do tempo que conecta a história do catolicismo ao jogo desde os grandes santos e personalidades do século X até a atualidade.

O impacto da dedicação contínua abriu portas profissionais precoces e maduras. O Igor, desde 2022, atua como professor de xadrez e, desde 2024, leciona presencialmente no Clube de Xadrez de Blumenau. Tornou-se árbitro federado pela CBX e, em 2026, alcançou o prestigioso título de Mestre Nacional. Desde 2024, a Kyara também é autora e responsável por um projeto dedicado a ensinar xadrez para meninas iniciantes, promovendo a prática esportiva feminina. O reconhecimento desse trabalho transcende os tabuleiros. Em 2023, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), por proposição da Deputada Ana Campagnolo, concedeu aos nossos atletas Igor, Kyara, Thomas e Philippe uma Moção de Aplauso pelas expressivas conquistas e pelo exemplo no esporte.

Para a nossa família, o xadrez tornou-se parte indissociável da rotina. Ele ensina a responsabilidade pelas próprias escolhas, a paciência no planejamento e a humildade diante dos erros, lições diárias que o ensino domiciliar potencializa ao máximo. Somos profundamente gratos a Deus por todas as portas e oportunidades abertas por meio dessa prática. Aos pais educadores, recomendamos sem hesitar, conheçam e incentivem o xadrez em suas casas. Afinal, mais do que um esporte, o xadrez é uma verdadeira escola para o jogo da vida.

Família Vieira

Colabore da Próxima Edição

Sobre o Boletim ANED

O Boletim ANED é uma publicação mensal do Programa Acadêmico da Associação Nacional de Educação Domiciliar, para colaborar na difusão de produções acadêmicas e relatos de vivências de estudantes domiciliares (homeschoolers) brasileiros e de suas famílias. Visamos oportunizar o compartilhamento de boas práticas, experiências e vivências dos homeschoolers, através de recortes de suas produções estudantis, resultante de sua educação domiciliar, de forma a incentivar e inspirar ainda mais pais e filhos em sua jornada de educação domiciliar.

Colabore com a próxima edição!

Participe do nosso Boletim! Até o dia 10 do próximo mês, estaremos recebendo contribuições sobre o tema “Egressos do Homeschool Brasileiro, Professores que ensinam no HS, HS atípico”. As produções textuais, desenhos, fotos e outras partilhas, deverão ser enviadas pelo formulário: Participação no Boletim ANED. Nossa equipe editorial estará fazendo a curadoria e sua contribuição poderá ser escolhida para a próxima edição.

Equipe Editorial

Laura Frydrych, Paula Lellis, Milene, Luiza, Mel, Mari e demais estudantes.

Dúvidas, comentários, críticas ou sugestões são bem-vindos.
Entre em contato conosco através do email: academico@aned.org.br

As opiniões expressas pelos participantes do Boletim ANED são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião da Associação Nacional de Educação Domiciliar. Defender a liberdade educacional, é defender também, a liberdade de expressão.

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